 | Simbora | Aug 26, '08 6:39 PM for everyone |
Agosto chegou e nos trouxe mais uma Bicicletada
arte: mariana cavalcante A Massa Crítica Paulistana convida as pessoas a ocuparem o espaço público de uma maneira muito mais inteligente, do que simplesmente ficarem escravas de suas prisões móveis ou imóveis. Dessa vez com muitas roupas, pessoas em seus veículos não-motorizados irão comemorar de uma maneira nada tradicional o transporte dos nossos "Executivos". Você aí parado, aqui fora é o melhor lado. Aqui você sempre será bem vindo, não importa o valor do seu carro ou a grife da sua cueca. Coloque seu terno, ou vestido e venha a caráter. Ou não. Como desejar.
A Bicicletada (Critical Mass) paulistana acontece sempre na última sexta feira do mês há mais de 6 anos, e em mais de 400 cidades em todo mundo. Para participar, só é preciso comparecer ao ponto de encontro com um meio de transporte não motorizado. Pode ser Bicicleta, Patins, Skate ou até mesmo com seus próprios pés.
Não tem bicicleta ou não sabe pedalar ? Sem problemas! Apareça o quanto antes na praça e veja como fazer para pegar uma bicicleta emprestada. Na Praça, no nosso "Escritório", a concentração é a partir das 18:00. Às 20:00 começa o pedal lúdico-educativo, retornando a praça para a continuação do Street Office em plena Avenida Paulista. Se preferir, venha de bonde: http://www.bicicletada.org/bondes+locais+-+29-08-08
Em caso de chuva, o evento está automaticamente CONFIRMADO, já que não teremos mais "batente", e estaremos em nossa " happy hour " . .::. Bicicletada .::. Massa Crítica em São Paulo .::. :. sexta-feira (29/08) :. concentração lúdico-educativa: 18h : . Massa Crítica para humanizar o trânsito: 20h00 :. Praça do Ciclista: av. Paulista, alt. do 2440 (mapa)
.::. dicas e referências .::. :. faça o download, imprima e distribua o panfleto de divulgação: http://tinyurl.com/65c8g9 :. sobre a Praça do Ciclista: http://tinyurl.com/2j28sc :. relato: . : . : . http://www.bicicletada.org
: . : . : . lista de discussão (cadastramento): bicicletada-sp-subscribe@lists.riseup.net
: . : . : . bate-papo: canal #bicicletada no irc.indymedia.org (para quem usa IRC) ou http://chat.indymedia.org (no navegador) : . : . : . massa crítica - wikipedia: http://pt.wikipedia.org/wiki/Massa_Cr%C3%ADtica : . : . : . comunidade no orkut: http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=33384635 : . : . : . relatos, fotos e vídeos de edições passadas: http://tinyurl.com/ypsgr2 : . : . : . panfletos e cartazes: http://tinyurl.com/37cjle  Hoje a lua é cheia. Essa lua que influencia a mente das pessoas e é capaz de inspirar quem se permite.... De hoje, contamos 11 dias para o Ekadasi ("ekadashi"), que ocorrerá entre os dias 26 e 27 desse mês. Datas que favorecem a concentração e a meditação, segundo tradições Indianas. Boas renovações a quem gosta.  Queridos
Verdade, vocês têm toda a razão. Para mim, existe agora a VONTADE que você falou. E persiste o silêncio vazio, nesses tais momentos desfavoráveis. E aí... a escolha tem que ser consciente. Porque não existe vazio algum. O vazio é porque você escolheu o vazio. Você só não sabe disso, conscientemente. O mundo está cheio. O vício é que é velho, impregnando, contaminando as células, o ser. Qualquer vício é velho. Ele reflete algo que já foi. E a festa está em novas possibilidades. A gente sempre quer mais. Mesmo que seja mais do mesmo, porém, que seja o mesmo, mas que te desperte novamente.
E, você, querido amigo... e você, amiga querida... são despertares, para mim.
"Como podemos dizer que vivemos totalmente cada dia, se nos limitamos a experimentar a cada dia as mesmas emoções das quais somos dependentes? O que estamos de fato dizendo é que preciso confirmar quem sou, e o que é a minha personalidade... e tenho de fazer isso, tenho de vir aqui, tenho de ser aquilo... Um mestre é um tipo de animal bem diferente. É aquele que vê o dia como oportunidade no tempo para criar avenidas de realidade, emoções e realidades que ainda não nasceram, para que o dia se torne uma fertilização de amanhãs infinitos."
Obrigada pela lembrança. Obrigada pela força. http://pedalero.blogspot.com/2008/08/para-chantal-e-polly.html http://contrapontoefuga.wordpress.com/2008/08/05/isso-de-querer-ser/  A minha alma tá armada e apontada para a cara o sossego Pois paz sem voz  Não é paz é medo  Às vezes eu falo com a vida Às vezes é ela quem diz:  Qual a paz que eu não quero conservar pra tentar ser feliz? As grades do condomínio são pra trazer proteção Mas também trazem a dúvida se é você que está nessa prisão  Me abrace e me dê um beijo  faça um filho comigo mas não me deixe sentar na poltrona num dia de Domingo  Procurando novas drogas de aluguel nesse video coagido È pela paz que eu não quero seguir admitindo.
Feito por polly A última sexta feira do mês está chegando... EU VÔ!!!!!!!!!!! Pedalantes estão ansiosos para essa edição especial da BICICLETADA, que comemora 6 anos. A Massa Crítica paulistana mais uma vez se reúne para pedalar, e pedalando, mostra do que é feita uma cidade mais humana.  Feito por polly Porque as ruas são para as pessoas, porque o espaço é publico, porque essa cidade precisa nos ter mais respeito. Todos estão convidados para essa data especial!!! Para participar, só é preciso aparecer, munido de qualquer meio de transporte não motorizado.  Feito por polly Não tem bicicleta ou não sabe pedalar? Sem problemas. Apareça o quanto antes na praça e veja como fazer para pegar uma bicicleta emprestada. A pedalada é em ritmo leve, ninguém fica para trás. O ritmo da Bicicletada é o ritmo das pessoas da Bicicletada. É um espaço para convîvência. Portanto, por aqui aparecem pessoas de todos os tipos e idades. Feito por polly
Então.... na sexta-feira, dia 25/07... Vamos fazer a nossa bagunça pra comemorar essa data tão especial. O clima é de aniversário, haverá som, bolo, comes e bebes, etc. Em caso de chuva, o evento está automaticamente CONFIRMADO, já que o ciclista não é feito de açúcar, apesar de ter muito mel. ::. Bicicletada .::. Massa Crítica em São Paulo .::. :. sexta-feira (25/07) :. concentração lúdico-educativa: 18h :. Massa Crítica para humanizar o trânsito: 20h
Local: Praça do Ciclista (ou arredores, dependendo do estado da praça que está em obras): av. Paulista, alt. do 2440 : . : . : . Site: http://www.bicicletada.org : . : . : . lista de discussão (cadastramento): bicicletada-sp-subscribe@lists.riseup.net : . : . : . bate-papo: canal #bicicletada no irc.indymedia.org (para quem usa IRC) ou http://chat.indymedia.org (no navegador) : . : . : . massa crítica - wikipedia: http://pt.wikipedia.org/wiki/Massa_Cr%C3%ADtica : . : . : . comunidade no orkut: http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=33384635 :.:.:. panfletos e cartazes para divulgação: http://tinyurl.com/37cjle  Feito por polly Adaptei, aqui, 2 textos de queridos cicloativistas que não publicaram ainda... não pude resistir.... No sábado passado, limites tornaram-se caminhos para essas pessoas.... e a vida, teve seu sabor renovado, mais uma vez. Fica, em mim, a sensação de uma pontinha de inveja por não poder ter ido e uma enorme ânsia de me juntar a vocês na próxima. A febre da gripe que já me segura a mais de uma semana me impediu de voar.... Cerca de 10 ciclistas concluíram, felizes, o prólogo da bicicletada Interplanetária, descendo para Santos com suas magrelinhas e a alma ascesa. No final do ano, tem mais!! Abaixo, trechos dos relatos que citei. "...Posso dizer, quem não foi não viveu, ou viveu um pouco menos do que nós que fomos. Conforme esperávamos, não pudemos descer, fizeram um jogo duríssimo para não descermos pela Imigrantes. Mas os soldados no posto no topo da serra ficaram sem argumentos, nem conheciam a lei a fundo e insistiam em dizer que a placa proibido bicicleta vale mais que a lei no papel, deu até dó. Deu-se o impasse, se comprássemos a briga eles não poderiam fazer nada de concreto contra nós a não ser dar um chá de cadeira na delegacia para esclarecer, o que estragaria nosso super-extra-mega-master-plus rolezinho de 90 Km. Decidimos ir pela manutenção com ajuda do soldado, que "parou" a Imigrantes simulando um comboio que desacelerou os carros de desciam para atravessarmos as duas pistas em segurança no topo da serra. Depois, bem depois foram cenas indescritíveis, as curvas da serrinha na Manutenção com sol de bronzear, ar fresco, imagens deslumbrantes num misto de serração e sol. Chegar lá embaixo e caminhar na areia, vindo de São Paulo movidos só a "roisfejão" é o bicho. Que sensação de poder que dá, de independência, de vigor. Não tem cansaço melhor do que o de vencer. As inacreditáveis Aninha e Juliana (essa estreou bike nova indo pra Santos, rs) simplesmente superaram tudo, pedalaram esse tantão aí no maior astral. No início receosas de não acompanharem, depois, a vontade, veio aquela euforia. Sinceramente, quem não foi, deixou de viver um pouco mesmo. Pode existir um monte de programas legais para sábado de manhã, mas esse é demais fora do comum, aventura total, é se permitir ser meio irresponsável, adolescente inconsequente, rs, avançar sobre os medos e limites. E o que eu acho fundamental, enfrentar juntos uma aventura assim estreita laços de amizade e confiança. A solidariedade fica gigante no grupo, tudo é compartilhado como se fossemos irmãos. O vento me abraçou hoje, estou transbordando mar. (o grifo é meu) Abraços aos que sabem que já perceberam que o muito ponderar faz a vida insossa. O outro relato: "Foi um dia fora do comum mesmo, fazer uma aventura dessa com a companhia que tive foi uma das melhores coisas que já fiz na vida. Nem mesmo o fato de eu ter ficado 30hs acordado e dormido 2hs para o passeio me tirou o pique e, 100km depois, à noite, ainda estou com disposição para mais! Foto: CicloBR
Às 7 da manhã, encontrei parte do camburão na praça do ciclista (na frente do banco, na verdade, pois a praça está interditada, de novo) e encontramos o resto lá no metrô Santa Cruz. Reencontrei "velhos" conhecidos e fiz novas amizades, que ficaram ainda mais estreitas no fim da aventura.
Apesar de várias paradinhas pelo caminho para "abastecimento" e manutenção das bikes, fomos embora numa boa, num bom ritmo. Clima meio frio, com um solzinho aparecendo depois, tudo conspirava para um passeio que prometia, e que ganhou um mascote, a Rosinha, a bonequinha de pano da Aninha. (...) Foto: CicloBR Depois disso, chegamos à entrada da estrada da manutenção. Um verdadeiro desafio de bike trial, BMX. (...) ....ainda tivemos de ouvir do segurança, em uma moto, que estavam barrando ciclistas na estrada porque representávamos um problema ambiental!!!! Foto: Fahrad
Depois do off-road, chega a hora do asfalto. Meu, que coisa é aquela. Parecia uma montanha russa gigantesca, no meio da serra (...) Várias fotos no caminho, subi numa escadinha que não levava a lugar nenhum só pra ver a vista da coluna gigante da Imigrantes à altura, ouvindo o barulho dos carros que se arrastavam pela via enquanto nós estávamos lá embaixo, felizes, curtindo a vista e descansando. Depois, pausa dentro de um túnel-caverna e na cachoeira cheia de macumba. E a vista cada vez mais bonita.
Foto: Fahrad
No final, depois de sermos parados na entrada do parque, ainda tivemos de carregar bike barranco acima a pé e em cima do barro (...)
Daí em diante, fômos só pedalando reto, em direção à cidade de Santos, que mais parecia fictícia, porque nunca chegava. O André foi rebocando a Aninha que não aguentava mais e mesmo assim o cara deixou todo mundo pra trás...  Foto: CicloBR Cruzamos a cidade inteira para ver a praia.... Passamos por uma ciclovia muito legal, com farol de bike até! Até que, depois de quase 90km... eis que surge o mítico oceano, que sempre esteve ali mas que para nós, paulistas (de nascença ou coração) é sempre algo de outro mundo. Chegamos lá com nossas pernas e forças! Mais uma fotinho mental para guardarmos conosco.  Foto: Fahrad Paramos numa barraquinha que não tinha Skol e comemos e bebemos um pouco enquanto o sol se punha e demos muita risada.
Depois, só pedalamos mais um pouco até a rodoviária, onde os outros 9 pegaram o bumba pra capitar e eu sozinho pra Sum Bernardo. Pouquissimo tempo depois, já tava na Anchieta, quase chegando (...) E 100kms depois, estava em casa, às 20hs, são e salvo. Incrível, parecia que passaram semanas na companhia da galera.
Um forte abraço suado e feliz pra todos vocês!!!!
Abraços! Zuccherato" CTB: Art. 58. Nas vias urbanas e nas rurais de pista dupla, a circulação de bicicletas deverá ocorrer, quando não houver ciclovia, ciclofaixa, ou acostamento, ou quando não for possível a utilização destes, nos bordos da pista de rolamento, no mesmo sentido de circulação regulamentado para a via, com preferência sobre os veículos automotores. Parabéns a esse bando de loucos deliciosos que sabem o que é viver! Mais fotos e relatos: Aninha Falanstérios Marcio Fahrad CicloBR Sampa Bike Tour Pedal-driven
 Você já ouviu a frase "Ele tem um carro tão legal; Imagino o que ele está compensando com isso?" Menos carros emperequetados pode significar menos de uma compensação... No entanto, esses carros ainda são, muitas vezes, uma compensação. Diversos historiadores atentam para uma ligação entre as origens puritanas americanas e como o país lidera o mundo em carro na cultura do automóvel. Ultimamente, este fenômeno de compensação se tornou tão prevalente que tem chamado a atenção dos psiquiatras, que se referem a isso como "Síndrome Ilusória da Auto-Compensação Sexual". Para ver se você tem a SIACS, faça o seguinte teste: 1) Às vezes falo de carros com meus amigos e pessoas por quem me interesso: Verdadeiro ou Falso? 2) Quando meu carro está sujo, gosto de lavá-lo e encerá-lo, e gosto quando ele fica sendo admirado depois: Verdadeiro ou Falso? 3) Inserir uma bomba no meu tanque e enchê-lo me dá uma sensação de satisfação: Verdadeiro ou Falso? 4) Prefiro ser visto numa Mercedes top de linha do que eu um Chevette: Verdadeiro ou Falso? 5) Sinto-me livre para usar a buzina sempre que eu quero para chamar a atenção de alguém: Verdadeiro ou Falso? 6) Eu prefiro dirigir a andar, pedalar ou usar o transporte público: Verdadeiro ou Falso? 7) Estaria disposo a gastar muitos milhares de reais só para ter um carro: Verdadeiro ou Falso? Some 1 para cada Verdadeiro: 0: Você está saudável. 1-2: Sem motivos para alarme, mas não vai te machucar se você re-avaliar algumas de suas crenças. 3-4: Você tem SIACS. PARE de assistir anúncios publicitários de carro imediatamente. 5-7: Você tem um caso agudo. Pequise em hospitais locais sobre cirurgia de transplante cerebral. Adaptado do antigo site Filadélfia Critical Mass
 Por: Cibol & Lulu Junho chegou e nos trouxe mais uma Bicicletada. A Massa Crítica Paulistana convida as pessoas a ocuparem o espaço público de uma maneira muito mais inteligente, do que simplesmente ficarem escravas de seus carros. De sua fragmentação da cidade. Do mundo. Dessa vez com muitas roupas, pessoas em seus veículos não-motorizados irão comemorar de uma maneira pra lá de tradicional uma das maiores festas populares do Brasil. Você aí parado, saia dessa prisão e venha dividir SEU espaço com pessoas! Verá que a vida é muito mais divertida e interessante aqui fora. Aqui você sempre será bem vindo, não importa o valor do seu carro ou a grife da sua cueca. Coloque seu chapéu de palha e venha a caráter.
A Bicicletada (Critical Mass) acontece sempre na última sexta feira do mês há mais de 5 anos, e em mais de 400 cidades em todo mundo. Para participar, a única obrigatoriedade é comparecer ao ponto de encontro com um meio de transporte não motorizado. Pode ser Bicicleta, Patins, Skate ou até mesmo com seus próprios pés.
Não tem bicicleta ou não sabe pedalar, sem problemas!! Apareça o quanto antes na praça e veja como fazer para pegar uma bicicleta emprestada, ou mesmo fique na Praça para o nosso Arraiar. A concentração é a partir das 18:00hs. Às 20:00 começa o pedal lúdico-educativo, retornando a praça para a continuação da “Festa do Interior” em plena Avenida Paulista.
Em caso de chuva o evento está automaticamente CONFIRMADO!!!! Simbora, Sô!!! (Adaptado de: CicloBr) .::. Bicicletada .::. Massa Crítica em São Paulo .::. :. sexta-feira (27/06) :. concentração lúdico-educativa: 18h : . Massa Crítica para humanizar o trânsito: 20h00 :. Praça do Ciclista: av. Paulista, alt. do 2440 (mapa)
.::. dicas e referências .::. :. faça o download, imprima e distribua o panfleto de divulgação: http://tinyurl.com/65c8g9 :. sobre a Praça do Ciclista: http://tinyurl.com/2j28sc :. relatos e fotos de edições anteriores: http://tinyurl.com/ypsgr2 : . : . : . http://www.bicicletada.org
: . : . : . lista de discussão (cadastramento): bicicletada-sp-subscribe@lists.riseup.net : . : . : . bate-papo: canal #bicicletada no irc.indymedia.org (para quem usa IRC) ou http://chat.indymedia.org (no navegador) : . : . : . massa crítica - wikipedia: http://pt.wikipedia.org/wiki/Massa_Cr%C3%ADtica : . : . : . comunidade no orkut: http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=33384635 : . : . : . relatos, fotos e vídeos de edições passadas: http://tinyurl.com/ypsgr2 : . : . : . panfletos e cartazes: http://tinyurl.com/37cjle Por ciclistas 19/06/2008 às 01:04 O esclarecimento de quem participou. Veja COMO FOI: Declaração dos participantes da I Pedalada Pelada de São Paulo Nota: para uma lista com notícias, relatos, fotos e vídeos da WNBR 2008 em São Paulo veja a página wiki do evento Motivações A I Pedalada Pelada de São Paulo, ou World Naked Bike Ride (WNBR), ocorreu no dia 14 de junho de 2008. Esta foi a primeira edição do evento realizada no Brasil, nos mesmos moldes das ações que acontecem em diversas cidades do mundo com o apoio da população em geral e do poder público.
Nus é como nos sentimos por ter que disputar espaço nas ruas de São Paulo, em meio à violência gerada pelo stress dos motoristas parados em congestionamentos, confinados em máquinas poluentes de vidros escuros. Diariamente essa situação coloca em risco a vida de ciclistas, de pedestres e até de outros motoristas.
Pelados, os ciclistas pretendem chamar a atenção para a exposição indecente à poluição dos carros, para a morte dos espaços públicos tomados por esses veículos e principalmente, para sua fragilidade diante das poderosas máquinas motorizadas, muitas vezes guiadas por pessoas agressivas que não respeitam a bicicleta como o veículo que é, previsto no artigo 96 do Código de Trânsito Brasileiro.
O CTB ainda prevê que, na ausência de local específico para o deslocamento, a bicicleta deve ocupar a faixa da direita da via com preferência sobre os veículos automotores (artigo 58) e obriga os veículos a guardarem uma distância lateral de um metro e meio ao ultrapassarem uma bicicleta (artigo 201).
Mas a maioria dos motoristas desconhece ou simplesmente desrespeita essas regras, e se recusa a compartilhar as ruas com os ciclistas. E isto acontece com a conivência do poder público, que não pune as infrações cometidas por esses motoristas contra nós.
Somos constantemente ignorados, somente nus somos vistos?
A concentração na praça e o assédio da mídia Na Pedalada Pelada cada ciclista poderia participar vestido (ou não) da maneira como se sentisse mais confortável. O lema era "tão nu quanto você ousar". A nudez nunca foi uma imposição nem uma obrigatoriedade, mas a expectativa gerada durante a semana levou à concentração na Praça do Ciclista um número enorme de curiosos, dezenas de policiais, jornalistas, cinegrafistas e fotógrafos da grande imprensa.
Mais de quatrocentas pessoas estavam lá para pedalar. Os demais queriam ver e registrar a nudez prometida. Especialmente a nudez feminina. Foi Renata Falzoni, ciclista de longa data e avó, quem ousou primeiro e logo na largada da pedalada ficou completamente nua.
Como ela, outras mulheres tiveram que corajosamente suportar o assédio invasivo de muitos "jornalistas", ávidos por erotizar e tornar públicos seus corpos em busca de audiência. As câmeras saltaram sobre elas, acompanhadas muitas vezes por comentários machistas de conotação sexual. Esse comportamento lamentável fez com que muitas deixassem de se despir.
Apesar disso, no meio da confusão, ciclistas pintaram os corpos uns dos outros com tintas coloridas. Frases divertidas ou de protesto, desenhos surgindo na pele, todos se enfeitavam para a pedalada, e para trazer um pouco de alegria para a cidade cinza coberta de asfalto.
Celebração da nudez não sexualizada e não comercializada. Liberdade de expressão e manifestação. Iniciada a pedalada na Avenida Paulista, à medida que os ciclistas se distanciavam da praça foram tomando coragem de expor mais seus corpos. Seguindo o lema naturista, puderam celebrar sua nudez não sexualizada e não comercializada, muito diferente da exposição sexual dos corpos padronizados tão comum nas emissoras de TV e revistas.
Centenas de pessoas puderam expor por alguns instantes seus corpos "imperfeitos", gorduras a mais ou a menos, celulites e estrias livres da ditadura estética vigente que causa distúrbios alimentares, complexos e depressões.
A alegria desse momento foi tão contagiante que provocou aplausos da "platéia". Pessoas que caminhavam pelas ruas, passavam dentro de ônibus ou automóveis, riam, assobiavam, apontavam a massa de pelados que pedalava. Câmeras e mais câmeras de celulares foram apontadas para a avenida.
E a prova máxima de civilidade foi dada pelos próprios ciclistas nus (ou seminus), que abriram mão de assédios e piadas de mau gosto para compartilhar respeitosamente um momento de pura liberdade de expressão e manifestação.
Criminalização da nudez, neutralização da massa e violência policial
Infelizmente, aprendemos com nossa ação que a nudez que se manifesta livremente a favor da vida é criminalizada, enquanto a nudez explorada, sexualizada e comercializada nos carnavais, novelas e revistas é permitida. Durante o trajeto, um comandante da polícia militar deixou claro a quem ele pensou ser o organizador da ação, que o nu frontal não seria tolerado, somente corpos pintados como no carnaval. Apesar das dezenas de ciclistas completamente nus, André Pasqualini acabou sendo escolhido como o "bode expiatório" e foi levado nu para a delegacia, como forma de neutralizar nossa ação. Alguns ciclistas tentaram se manifestar contra a prisão e foram agredidos com pontapés e gás de pimenta, como mostra diversas fotos e vídeos publicados pela grande mídia (matéria no Estadão) e pela mídia independente. Como sempre é feito em manifestações ciclo ativistas, os ciclistas ergueram suas bicicletas no ar. Foram absurdamente acusados de usá-las como arma. O comandante da operação declarou diante das câmeras que fez o que estava planejado, prendeu o "líder" da ação para acabar com a manifestação. A lógica estava errada, já que não existem líderes ou organizadores da Pedalada dos Pelados, mas a tática deu certo, porque seja lá quem tivesse sido detido, nós não deixaríamos de apoiá-lo. Com a prisão de um dos seus participantes, a massa perdeu um pouco em alegria e parte dela seguiu escoltada pela CET rumo ao 78º DP na Rua Estados Unidos. A festa continuou ali, aos gritos de "Ô delegado, libera o pelado!". A massa segue feliz e orgulhosa Confirmado que o participante preso seria liberado, a massa seguiu de volta a Praça do Ciclista. Cruzou a Oscar Freire e subiu a Rua Augusta em ritmo de festa, feliz e orgulhosa, humanizando o engarrafamento de quem descia num coro bem-humorado de "Não fique aí parado! Vem pedalar pelado!" ou "Carro parado é coisa do passado! A moda agora é pedalar pelado!".
A população nas ruas de São Paulo saudou a massa em festa durante todo o trajeto. A cidade, a Avenida Paulista, já acostumadas com a gigantesca parada do Orgulho GLBT, sentiram a alegria de ver o desfile das bicicletas e seus ciclistas nus e seminus, a despeito das leis antiquadas que (ainda) vigoram nesse país.
Mas podem se preparar, a festa será ainda maior em 2009.
Assinado,
Participantes da I Pedalada Pelada de São Paulo 2008 (World Naked Bike Ride São Paulo 2008)
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O relato está maior porque foi um bombardeio de emoções.  Ao 12:30hs do último sábado, a Praça do Ciclista na Av. Paulista, estava lotada. Abarrotada de ciclistas, policiais, curiosos, jornalistas e firuleiros da grande mídia, a concentração da versão paulistana do World Naked Bike Ride aconteceu de forma, no mínimo desconfortável, para quem estava ali para seguir a proposta e clamar respeito e atenção dos motoristas e do planejamento urbano de São Paulo.  Os mais de 300 manifestantes deixaram a criatividade rolar solta e decoraram seus corpos nus e semi nus com desenhos coloridos e dizeres também cheios de cor. A pele dos ciclistas refletia mensagens do tipo: PROTEJA; VÁ DE BIKE; CUIDADO: FRÁGIL; RESPEITO.  Já nesses momentos pré pedaladas, certos jornalistas da grande mídia, com algumas excessões, abordavam os participantes impondo suas câmeras e comentários variados, uns em tom de deboche, outros com conotações sexuais desrespeitosas, poucos realmente interessados nas razões dos ciclistas. Mas isso não tirou a energia daquelas pessoas. Em um clima de ansiedade de podermos, finalmente, nos libertarmos dali, e voarmos com as nossas magrelinhas, às 14:00hs do sábado ensolarado, a pedalada começou. Nenhum ciclista estava completamente nu no início, com excessão de Renata Falzoni, que numa lição de alegria e cidadania despiu-se e lavantou sua bicicleta, homenageando a manifestação.  (Foto: pollyrosa) Em princípio, o trajeto definido em grupo foi percorrermos a Av. Paulista. Logo nos primeiros instantes, pedalar foi difícil. A massa não conseguia seguir, tamanho o número de fotógrafos, que se postavam no meio das faixas que tentávamos percorrer. Mas isso não abalou a alegria dos ciclistas que puderam, em pouco tempo, pedalar com mais fluidez e energia! Éramos uma massa escoltada pela polícia, que veio preparada com carros, motos e bicicletas (!!!), e fazendo um barulho incômodo e insistente das sirenes ligadas. Sob o sol delicioso do sábado à tarde, os ciclistas seguiram a pedalada regada a cantorias, gritos e gargalhadas... E então, pouco a pouco, homens e mulheres foram se despindo total ou parcialmente.... numa energia contagiante que ecoou pelas calçadas, infiltrou os automóveis, deixou marcas de admiração e alegria nos rostos de quem por ali passava!  A cantoria era geral. Os pedalantes convocavam as pessoas nas ruas, a buzina dos motoristas.... "VOCÊ AÍ PARADO, VEM PEDALAR PELADO!", "QUEREMOS CICLOVIA!!" E eram recebidos com sorrisos e olhares curiosos. As pessoas nos apontavam e sorriam! Assim, a tarde de sábado prometia se desenrolar num protesto lúdico e pacífico. Entre os ciclistas, o comportamento era de respeito, de cumplicidade. Porém, o que houve a seguir, foi uma covardia. Da polícia, com uma atitude completamente desnecessária, em meio a empurrões e sprays de pimenta, prendeu um dos ciclistas, que não tomava nenhuma postura ofensiva ou agressiva diante de ninguém. Disseram que o problema era ele estar nu. Não! Foi levado à força porque foi considerado um dos líderes... de uma manifestação horizontal.  (Foto:pollyrosa) De acordo com a grande mídia, o ciclista teria sido preso por ser o único a estar nu. Ele foi o sim único.... a ser preso. A cena foi de secar a garganta. A polícia chegou a afirmar que a bicicleta era uma arma (???). Em momento algum, nossas magrelinhas foram usadas como tal. Como podiam se elas eram tão lindas e estavam tão felizes? Mais pareceu um discurso pré planejado...  Quem mentiu? (Foto:pollyrosa) Debaixo de vaias veementes, a polícia levou ciclista, ainda nu, à delegacia da rua Estados Unidos (leia o relato completo de André Pasqualini). A revolta diante da covardia foi geral. O fato é que o comportamento agressivo da polícia conseguiu atrapalhar o curso das coisas. Uso (novamente, desnecessário) de spray de pimenta, de cacetetes nos ciclistas e de ameaças verbais... As pessoas ficaram assustadas e revoltadas. Violência policial desnecessária (foto: André Penner/AP) Ameaçados pela polícia, manifestantes nus vestiram-se e seguiram pedalando. Mas os gritos deixaram de ter cor, os semblantes tornaram-se amargos, preocupados, tristes. E a massa resolveu apoiá-lo e seguir para a delegacia, pedindo a libertação de André. Na delegacia, estávamos em grande número também (cerca de 100 ciclistas). Novamente, a polícia recebeu vaias e brados, todos com uma postura muito mais educada do que a tomada por policiais na Av. Paulista. "LIBERTA NOSSO AMIGO"; "O DELEGADO, LIBERA O PELADO"; 'PIMENTA É NA COMIDA". Em breve, as notícias de que André Pasqualini seria solto, que estava bem e acessorado acalmaram os ânimos. Esperançosa, a massa decidiu retornar à Praça do Ciclista e completar o passeio de manifesto.  (Foto: Gustavo Henrique) O sol ainda estava quente quando retornamos, subindo a Augusta e retomando o espaço público que também nos pertence. Arriscamos algumas cantorias. A covardia ainda calava. Mas a certeza de termos pedalado adiante com nossos sonhos e objetivos acabou por libertar a voz. A repercussão foi grande e apesar do susto que passamos, de certas versões da mídia tradicional e dos políciais (de novo, quem mentiu?), conseguimos fazer nosso barulho, gritar por direitos. Nos fizemos ouvir. Queremos RESPEITO. Demonstramos que não somo poucos. Que os números de ciclistas só crescem. Foi um ganho para o cicloativismo. Só de chegar no sofá do paulistano notícias sobre ciclistas vez ou outra.... que inauguram pontes, que pedalam pelados, que estão por aí.... E nossa! Tem mesmo pedalantes em São Paulo! Pára pra olhar!! Vi uns 5 ontem!!  (Foto: Gustavo Henrique) Suados, cansados, EX-TA-SI-A-DOS e aplaudidos, retornamos à Praça. Para um merecido descanso. E, para quem gosta, uma merecida cerveja. Afinal de contas, o ciclista foi solto, nosso chamado ecoou e estávamos em paz.  (Foto: Falanstérios) Quanto mais se olhar, mais se irá ver. Fotos: http://tessie27.multiply.com/photos/album/12 Video: http://tessie27.multiply.com/video/item/12 Saiba mais:
O que realmente foi, pelos participantes: http://nakedwiki.org/index.php?title=Carta_sobre_o_WNBR_2008
Dos Independentes CicloBr Ecologia Urbana Outra Política CMI 1 CMI 2 http://www.flickr.com/photos/gabitar/sets/72157605659351205/ Pedalante Meninamalouca Blog do Transporte Ativo Falansterios: relato, fotos, video1, video2 Polly: fotos1, fotos2 Da Grande Mídia
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 # Pedadar pelado é desconfortável? Surpreendentemente, para homens ou mulheres, não é tão diferente de pedalar vestido. Além disso, os percursos serão definidos em grupo, privilegiando os menos experientes e a coesão do grupo. Portanto, não são esperadas grandes subidas ou velocidades, aumentando o conforto de quem pedala. # Por que vocês estão pedalando pelados? Para pedir respeito e atenção dos motoristas e da cidade. Nus é como nos sentimos no trânsito de São Paulo. Precisamos da atenção e consciência dos motoristas(http://www.ciclobr.com.br/diasemcarro/noticias38.asp). Para celebrar o transporte através da bicicleta (www.bicicletada.org). Para celebrar o corpo humano (http://www.worldnakedbikeride.org/). Porque não apoiamos a cultura da valorização só do automóvel (http://www.ta.org.br/sociedadedoautomovel/). Porque São Paulo precisa tornar consciente a presença do ciclista (http://tessie27.multiply.com/journal/item/7). Por motivos pessoais (isso é de cada um). # Preciso ir de bicicleta? Não, não é preciso. Sendo transporte não motorizado, venha como quiser (skates, patins, à pé, triciclos...). Recomendo trazer boa vontade. Mas se não der... lá tem de sobra. # Preciso ficar totalmente nu? Não. De novo, venha como quiser. O lema é o "quão nu você ousar". Haverá gente nua, gente vestida, meio nua, meio vestida, gente de corpos pintados, adereços, dizeres... O importante é estar presente. Será bem recebido! Você pode inclusive decidir na hora se tira ou não tira. # Posso me machucar pedalando pelado? Somente se não usar óculos de sol ou protetor solar. Ou se cair da bicicleta. Mas isso depende de seus cuidados, e não do fato de estar nu. Recomenda-se o uso de capacetes também, porém isso não é obrigatório. Aliás, não se obrigue a nada. Para participar é preciso somente aparecer. # Mas como a pessoa se sente em pedalando pelado? Bom... como qualquer pedalada. Só com um pouco mais de frio. Mas dependendo do que você tem em mente, pode se sentir mais livre e feliz. Só que aviso: isso é contagiante. # E se eu ficar com frio, posso ir embora? Pode. Mas não vai, não... Espera um pouquinho que o frio passa. Vai ter muita energia lá. # Não vai machucar minhas genitais? Não, não vai. Novamente, é como pedalar vestido. Escolha um selim confortável e limpo, que não haverá problemas. Você pode ficar, sim, dolorido, se não pedala faz tempo. Mas isso não tem nada a ver com o fato de estar nu. # E se meu corpo não for sarado? Melhor ainda. Você estará no meio de muitos como você: ou seja uns diferentes dos outros. Celebrando o seu momento, o seu corpo, o seu transporte. A sua cidade. As ruas são para as pessoas. Qualquer comportamento desrespeitoso é desencorajado. Fazemos barulho por respeito. Desrespeito entre nós é inaceitável. # Mas sou mulher... tenho vergonha... http://tessie27.multiply.com/journal/item/11/Mulheres_no_WNBR # Posso levar cartazes? Sim!!! Por favor!!! # Posso pintar o corpo? Sim!!! por favor!!! Chegue por volta do meio dia e participe. Traga seus adereços e idéias. Traga sua alegria e sua voz. Todos serão bem aceitos.  # E quem organiza isso? Não sei. # Quem é o responsável? Não há. # Quando? Onde? Sábado, dia 14 de Junho de 2008. Ao 12:00 na Praça do Ciclista (av. Paulista, 2440). Concentração será lá até às14:00hs, quando sairemos pedalando para humanizar essa cidade (http://www.ciclobr.com.br/diasemcarro/noticias38.asp). # E se chover? Ai, claro, tá tudo confirmado!  SEJA BEM VINDO!!!! Mais informações: http://www.worldnakedbikeride.org/ http://www.ciclonudista.net/ (Em São Paulo: http://tessie27.multiply.com/journal/item/10/Pedalando_pelado..._E_por_que.) Sábado está aí e queria muito encontrar muitas mulheres na Praça do Ciclista!!! Como mulher, sei que existe, em muitos casos, a vergonha, os tabus, a conotação sexualizada bem brasileira da exposição do corpo feminino... com tudo isso imposto a nós desde meninas... bom, fica bem difícil se imaginar indo a esse encontro. Mas existe muito mais do que isso. As razões para engrossarmos as fileiras femininas de sábado não são poucas. Quem é mulher, e quem repara, sabe do que a gente passa no trânsito. Não é só a covardia do motorista diante do ciclista. É a completa falta de respeito importunando aqui e ali. Expressões de baixo calão, exclamações em tom debochado, fora o desrespeito físico, que nossa... não dá ..... MESMO! Então, estar nessa versão paulistana do WNBR é uma forma de dizer que nós também estamos ali. Também nos sentimos desnudas nessa loucura de cidade, e que É NORMAL estarmos ali. Fazemos parte! Mulheres, somos trânsito!!!! Queremos respeito. E uma ótima forma para darmos mais uma pedalada adiante nisso é nos colocarmos presentes. É fazer o nosso coro. Junto de todos. Tornar cada vez mais comum a presença feminina. Integrar essa voz que exige.  Pode ser que a maioria não consiga ir à carater. Mas o importante é estar lá. Mesmo vestido(a). Porque é um primeiro passo. Como as primeiras bicicletadas, com pouquíssimas pessoas, com nenhuma mulher. E São Paulo precisa se acostumar com a presença do ciclista. Trazer para o consciente (que é muito seletivo e difícil de mudar) a possibilidade da presença do ciclista. Se encantar com as pedaladas da ciclista. Vale muito à pena mostrar que temos algo a dizer... mesmo sem falar.
Abraços aos que sonham e não têm medo de dar o primeiro passo. "Porque há o direito ao grito. Então eu grito." (CL) E cada um grita do jeito que quiser...  Porque pedalar nu? Porque é como os ciclistas se sentem, disputando espaço com os carros. Enquanto os motoristas estão protegidos de todos os lados, munidos de freios ABS, Air Bags, Cintos, Barras de Proteção lateral, nós só contamos com a esperança de sermos vistos e respeitados. Entre os que pilotam máquinas perigosas que pesam toneladas, existem também os que não conseguem enxergar a vida por detrás do pára-brisas. Mesmo com luzes, roupas coloridas, capacetes espalhafatosos, muitos insistem em ignorar o nosso direito de ir e vir.
Mas........ e pelados? Será que nem assim seremos vistos? O World Naked Bike Ride acontece em diversas cidades ao redor do mundo e nesse ano, São Paulo também terá a sua versão. Você ciclista que também se sente nu no trânsito de São Paulo, compareça na Praça do Ciclista e faça parte da Massa Crítica.
Não é obrigatório ficar nu, o lema é “O quão nu você ousar”. Não quer tirar a roupa? Pode pedalar também, faça parte da Massa Crítica e divirta-se como todos que lá estarão.
Em caso de chuva o evento está automaticamente CONFIRMADO, pois até na chuva andar de bicicleta é mais gostoso.
.::. World Naked Bike Ride 2008 .::.São Paulo.::. :. sábado (14/06) :. concentração lúdico-educativa: 12h00 para a pintura dos corpos e preparação das alegorias. Traga pincéis atômicos, tintas não tóxicas, pinturas de palhaço, faixas, seja criativo. :. pedal pela Cidade humanizar o trânsito: 14h00 :. Praça do Ciclista: av. Paulista, alt. do 2440 (mapa)
.::. dicas e referências .::. :. Site Oficial do WNBR (http://www.worldnakedbikeride.org/) :. Mais informações: (http://tinyurl.com/6569su)  A percepção é algo complexo. Não vemos a radiação infravermelha ou percebemos os campos eletromagnéticos. No entanto, eles existem. As informações do meio ambiente são captadas e enviadas ao cérebro através dos nossos sentidos. O interessante é que chegam ao cérebro cerca de 400 BILHÕES de bits por segundo. Entretanto, para percebermos a realidade o cérebro precisa filtrar o que o nosso sistema de crenças, a nossa história, valores e preconceitos consideram supérfluo. Então, apenas cerca de 2 MIL bits por segundo são trazidos à consciência. Isso se torna um vício, porque a maioria das pessoas não muda nunca a sua base de comparações (o sistema de crenças, por exemplo). E o que tem valor sempre terá, e o que não tem, nunca terá. Então, a percepção do mundo não muda. A realidade não muda. O valor ampliado de realizar mudanças é história pra outro pôr-do-sol. Mas existem pequenas mudanças que podem fazer um bem enorme: para o indivíduo, para a convivência, para a cidade e para o meio ambiente. Trata-se de uma questão de foco, ou ainda, de saber que existe, que está ali, ou que pode aparecer (http://tessie27.multiply.com/video/item/7) http://en.wikipedia.org/wiki/Ghost_bike No Domingo, dia 15 de Junho, a cidade de Vancouver, no Canadá, comemora mais do que o dia dos pais. Ali acontecerá o DIA SEM CARRO de Vancouver. Estima-se que se pessoas de várias partes da cidade fecharem seus carros.... mais de 100.000 pessoas poderão tomar as ruas....por diversão!!! Trata-se de um evento com diversos festivais pela cidade inteira (CarFree Festivals), que será composto por quatro festivais principais, cada um com seu estilo peculiar (Commercial Drive, Kitsiliano, Main Street, West End). Tudo isso é produzido e organizado por voluntários, cidadãos que desejam reclamar o espaço da cidade dançando, festejando, pedalando, andando, celebrando sua cultura pelas ruas. As ruas são para as pessoas!!!

Na noite palistana de sexta-feira, dia 30 de maio, fazia frio. E garoava. Uma garoa fina, gelada... que parecia querer ficar por ali... fazendo moldura para o mau humor do paulistano preso no trânsito da volta pra casa. Nesse cenário, aparentemente desanimador, centenas de pontinhos luminosos reluziam na Av. Paulista.  foto: luddista (http://luddista.multiply.com) Eram ciclistas. Paradoxalmente à frieza do cenário, num primeiro momento, por volta das 19hs, pedalaram pela Av. Paulista, ecoando sua alegria, pensamentos e reivindicações, por entre os carros parados, ocupados por motoristas previsivelmente cansados de assistir aos faróis abrindo e fechando, sem muita esperança de chegar cedo em casa. Pois, "-Vá de bike". O tempo está ruim?  Sim, era assim que estava a sexta-feira. E foi assim que começou a Bicicletada de Maio de 2008. Já num segundo momento, por um trajeto inspirador, cerca de 120 ciclistas, chegando de várias partes da cidade, pedalaram da Praça do Ciclista, até o centro de São Paulo. E pedalaram, girando e voando, em torno do marco zero (http://tessie27.multiply.com/video/item/4).  E os ecos de maio cantaram por espaço de direito nas ruas, por respeito e por uma mudança de paradigma. E emanavam consciência, bom humor e prazer. E distribuíam panfletos, sorrisos e a aquele sentimento gostoso das idéias que fervilharam e tornaram-se reais... "Mais de 100 carros a menos". Teve até ciclista de ecosport!  foto: http://ciclobr.multiply.com A Bicicletada de Maio de 2008 desafiou os corações preguiçosos e provou que o clima de chuva e frio não é capaz de segurar ciclistas apaixonados pelo pedal e pela idéia dessa sexta-feira de todo mês. Num ritmo de alegria sobre duas rodas, pedalamos juntos da Av Paulista até o centro de São Paulo, que, através da ótica do ciclista, é muito mais bonito (Recomendo!). Cruzamos o minhocão (que delícia!) e voltamos, subindo a Av. Angélica. "-Tem que ter disposição". Disposição ou solidadariedade. Porque isso não falta. Ninguém fica pra trás na Bicicletada.  Foto: Paty Pimentel De volta à Praça do Ciclista, a tomada das ruas por ciclistas dessa última sexta-feira acabou com gordas fatias de pizza, celebração e corações tranquilos.  Porque para ser feliz basta ter a intenção. Veja mais em: http://tessie27.multiply.com/photos/album/9/Ecos_de_Maio http://panoptico.wordpress.com/2008/06/02/minha-primeira-bicicletada/http://ciclobr.multiply.com/photos/album/25http://luddista.multiply.com/photos/album/43/Bicicletada_SP_-_Maio_2008_-_Critical_Masswww.falansterios.blogspot.comhttp://apocalipsemotorizado.net/2008/06/01/placas-pessoas-pracas-e-ruas/
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